quinta-feira, 1 de junho de 2017

CURSO DE ESCRITA E FOTOGRAFIA DE VIAGENS COM TIAGO SALAZAR - 3 JUNHO, NA BIBLIOTECA MUNICIPAL




No dia 3 de Junho, entre as 10 e as 17 horas, na Biblioteca Municipal


 Conteúdos do Curso:

- História abreviada da literatura de viagens
- Autores portugueses do século XVI aos nossos dias
- Considerações teóricas e técnicas de escrita
- Escrita e Fotografia no terreno
- As fases da escrita (do bloco de notas até ao livro)
- 1ª linha: uma questão do pensamento-sentimento
- Progressão e desenlace
- O que não é a escrita de viagens
- O improviso é premiado
- Escrita, reescrita e revisão (a arte de contar o que se viveu para contar)
- Os três “tês”: técnica/talento/trabalho
- Problemas, erros, sintaxe
- Recursos (notas bibliográficas, sites, blogues, etc)
- A fotografia de viagem

O plano de trabalho proposto é o seguinte:

História da Literatura de Viagens (objectivo: divulgação da literatura de viagens, grandes autores do mundo: considerações sobre as obras de Heródoto, Gustav Flaubert, Henry Miller, Lawrence Durrell, Orhan Pamuk, entre outros)

Autores portugueses do século XVI aos nossos dias (objectivo: história das grandes narrativas de viagens em língua portuguesa; considerações sobre as obras de Fernão Mendes Pinto, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Raul Brandão, Ferreira de Castro, entre outros)

Considerações técnicas da escrita de viagens (objectivo: como se escreve um texto de viagens? da narrativa à crónica, da reportagem à poesia)

A fotografia de viagem (objectivo: noções básicas de fotografia de viagens; o retrato; paisagens)
Curso de Escrita e Fotografia de Viagens com Tiago Salazar

O plano de trabalho proposto é o seguinte:

História da Literatura de Viagens (objectivo: divulgação da literatura de viagens, grandes autores do mundo: considerações sobre as obras de Heródoto, Gustav Flaubert, Henry Miller, Lawrence Durrell, Orhan Pamuk, entre outros);
Autores portugueses do século XVI aos nossos dias (objectivo: história das grandes narrativas de viagens em língua portuguesa; considerações sobre as obras de Fernão Mendes Pinto, Ramalho Ortigão, Eça de Queiroz, Raul Brandão, Ferreira de Castro, entre outros);

Considerações técnicas da escrita de viagens (objectivo: como se escreve um texto de viagens? da narrativa à crónica, da reportagem à poesia);
A fotografia de viagem (objectivo: noções básicas de fotografia de viagens; o retrato; paisagens)





TIAGO SALAZAR nasceu em Lisboa em 1972. Formou-se em Relações Internacionais e estudou Guionismo e Dramaturgia em Londres. Trabalha como jornalista desde 1991, tendo publicado, entre outros títulos, no Diário de Notícias, Grande Reportagem, Vogue e na revista Egoísta. Foi vencedor do prémio Jovem Repórter do Centro Nacional de Cultura, em 1995. Em 2010 foi bolseiro da Fundação Luso-Americana, em Washington, ao abrigo da Bolsa José Rodrigues Miguéis. Publicou cinco livros de viagens, Viagens Sentimentais (2007), A Casa do Mundo(2008), As Rotas do Sonho (2010), Endereço Desconhecido (2011) e Crónica da Selva (2014). Publicou ainda o diário íntimo Hei-de Amar-te Mais (2013) e a novela O Baú Contador de Histórias (2014). Actualmente é jornalista freelancer, formador de Escrita de Viagens e guia de viagens literárias. Foi ainda autor e apresentador do programa «Endereço Desconhecido», da RTP2.

Inscrições e Informações: rosa.margarida@escritores.online

NOVIDADES BIBLIOGRÁFICAS E SUGESTÕES DE LEITURA









segunda-feira, 29 de maio de 2017

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE PINTURA "FORÇAS - AS FORMAS SOBREVIVEM" DE LIS PEREIRA

Na passada 6ª feira, pelas 18h30, na Biblioteca Municipal, decorreu a inauguração da Exposição de Pintura "Forças - as formas sobrevivem" de Lis Pereira com a presença do Vice-Presidente, Dr. Paulo Cavaleiro, a Chefe de Divisão da Cultura, Dra. Suzana Menezes, familiares, amigos e admiradores da artista são-joanense.

A mostra estará patente na Biblioteca Municipal, até ao dia 19 de Junho, entre as 10h00 e 18h30 de segunda a sexta feira e aos sábados das 10h00 às 13h00.

Está disponível um preçário das obras expostas e uma percentagem das vendas reverterá a favor da Casa Fiz do Mundo, de S. Tomé e Príncipe, apoiada pela Paróquia de Carregosa.


   
   



 
 
 
 


sexta-feira, 26 de maio de 2017

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO "FORÇAS - AS FORMAS SOBREVIVEM..." DE LIS PEREIRA





Lis Pereira, natural e residente em São João da Madeira.

Colaborou em campanhas de angariação de fundos com associações de solidariedade social designadamente com contactos a empresas para angariação de bens alimentares, dádivas de mobiliário, vestuário e sapatos; oferta de quadros de minha autoria para leilões de associações de solidariedade social e hospitais, designadamente associação "soltar os sentidos", de Coimbra, ANAP (Porto); IPO (Coimbra) e ações de promoção da língua Portuguesa junto das comunidades luso-descendentes nos Estados Unidos da América (estado de Nova Jérsia).

Atividades Culturais:

Exposições individuais de pintura em Portugal (Clube Literário do Porto), Ponto de Encontro –  Cooperativa dos Pedreiros Portuenses (Porto), Biblioteca Municipal e Paços da Cultura (S. João da Madeira); Figueira da Foz; Feira de Arte (Lisboa), galeria do Cine Teatro Caracas e galeria Municipal (Oliveira de Azeméis); I e II Salão internacional de Artes Plásticas (Museu da Chapelaria, S. João da Madeira), Museu Municipal (Macieira de Cambra); Centro Cultural (Branca/ Albergaria-a-Velha); Rota da Sede (Maia); AMI (Santa Maria da Feira) e em Espanha (Casa da Cultura de Verin); representada em coleções particulares e organismos públicos em Portugal, Espanha, Estados Unidos da América e Canadá.

Exposições de Pintura Coletivas Realizadas:



2001 - Centro de Arte de São João da Madeira

2002 - Centro de Arte de São João da Madeira

2003 - Salão Nobre do C.C.R. Orfeão da Feira, organizada pelo núcleo distrital de Aveiro da "AMI"

2003 - Centro de Arte de São João da Madeira

2003 - Biblioteca Municipal de Arouca

2004 - Centro de Arte de São João da Madeira

2005 - Biblioteca de Couto de Cucujães

2005 - Centro Cívico Justino Portal - Cesar

2005 - Centro de Arte de São João da Madeira

2005 - Participação na Arte Lisboa (Feira de Arte Contemporânea)

2006 - Biblioteca Municipal de Vale de Cambra

2006 - Salão Nobre da Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis, organizada pelo "GOTA"

2006 - Galeria Art' Emporium - Lisboa

2006 - Galeria de Arte da Expovis - Viseu

2006 - Centro de Arte de São João da Madeira

2007 - Centro de Arte de São João da Madeira

2007 - Cores da Saudade - Centro Cultural de Macieira de Cambra

2007 - I Salão Internacional de Artes Plásticas - Museu da Chapelaria de São João da Madeira

2008 - Participação na I Trienal de Artes Plásticas de Vale de Cambra

2008 - Centro Cultural da Branca – Branca

2008 - Paços da Cultura de São João da Madeira

2009 - II Salão Internacional de Artes Plásticas - Museu da Chapelaria de São João da Madeira

2009 - Paços da Cultura de São João da Madeira

2010 - Exposição Itinerante Internacional Galícia e Portugal

2010 - Paços da Cultura de São João da Madeira

2010 - Exposição do Dia da Mulher – Figueira da Foz

2011 - Paços da Cultura de São João da Madeira

2012 - Paços da Cultura de São João da Madeira

2013 - Exposição do Dia da Mulher (Caracas) - Câmara Municipal de Oliveira de Azeméis

2013 - Paços da Cultura de São João da Madeira

2014 - Paços da Cultura de São João da Madeira

2016 - Paços da Cultura de São João da Madeira

CLUBE DE LEITURA - MAIO

Ontem, pelas 21 horas, decorreu mais uma participada e animada sessão do Clube de Leitura com o habitual debate do livro do mês.

Tratou-se do romance "A noite não é eterna" de Ana Cristina Silva, jornalista, docente universitária, doutorada em Psicologia da Educação, que conta já com muitos prémios e distinções no panorama literário português.

Talvez pela sua formação académica em Psicologia, a autora foca-se no lado mais profundo das personagens, nas mais simples manifestações de carinho que todo o ser humano valoriza "As mãos da mãe era pequenas, não obstante a sua figura roliça, mas foram aqueles dedos a afagarem-lhe o cabelo que lhe trouxeram a primeira tranquilidade em meses".

A contextualização história que nos é apresentada na obra é excelente, retratando-nos um período ainda muito presente nas nossas mentes, que foi o princípio do desmoronamento da ditadura comunista na Roménia e o regime totalitário do casal Ceausescu.

De escrita simples, quase jornalística somos transportados para um mundo cinzento, denso, em que quase tudo é passado no escuro, no qual não faltam a polícia política, "os agentes de Securitate", a crueldade dos orfanatos, as tentativas de apuramento da raça, a crescente perda de liberdade, o sentimento de impotência perante um poder esmagador e castrador, com algumas semelhanças com a ditadura salazarista.

Curiosamente, em 1989, Nadia, a personagem principal com um passaporte falso, faz uma viagem, confessa uma enorme curiosidade por Berlim Ocidental e conta-nos "Andou a passear sem destino. Mesmo não se afastando muito da estação, sentia o tráfego, no movimento das lojas, essa espécie de respiração ofegante de uma cidade do Ocidente. Aquele lado de Berlim devolvia-lhe a curiosidade. Em toda a parte havia pessoas bem vestidas, como se a miséria humana não habitasse nos prédios cuidados. As montras exibiam roupas soltas, esvoaçantes, acessórios femininos, malas de pele, produtos que brilhavam em coroas de luz. Naquela zona de Berlim, uma pessoa podia perder-se facilmente na disposição errática das ruas, as lojas eram imensas e surpreendentes, uma tabacaria cheia de cachimbos e revistas pornográficas, uma padaria apinhada de gente ao lado de uma sala de ópera, uma enorme livraria com todos os livros que se podiam imaginar. Nádia parava em frente das montras espantada com a abundância e a diversidade. Porém, tudo aquilo podia ser apenas uma ilusão do tamanho de um gigantesco cartaz publicitário, como diziam no seu país".

Em Novembro de 1989 acontece a queda do Muro de Berlim e dá-se a unificação das duas Alemanhas. 

Mas, apesar da simplicidade do romance, deparámo-nos com esta sábia e verosímil citação "Todas as vizinhas a evitavam desde que o marido fora preso, mas a do rés-do-chão, na sua idade avançada, não suportava inimizades."

A maturidade não suporta inimizades.

Boas leituras!