quinta-feira, 30 de junho de 2016

"COMPENDIO DAS ARMAS DOS REYNOS DE PORTUGAL & ALGARVE & DAS CIDADES & VILLAS PRINCIPAES DELLE" OBRA INÉDITA DO SANJOANENSE CRISTÓVÃO ALÃO DE MORAIS

Em 2013 foi editado pela Editora Caminhos Romanos e o Centro Lusíada de Estudos Genealógicos, um códice conservado na Biblioteca Pública Municipal do Porto, intitulado "Compendio das Armas dos Reynos de Portugal & Algarve & das Cidades & Villas principaes delles", obra inédita do sanjoanense Cristóvão Alão de Morais.

Este autor tem sido agora considerado - com justiça -  como um dos maiores genealogiastas portugueses do Antigo Regime; nesse sentido, a sua obra "Pedatura Lusitana" assume-se como um marco de referência para o desenvolvimento do saber genealógico em Portugal. Mas a produção literária e científica de Alão de Morais, contrariamente ao que se poderia supor, não se confina ao domínio genealógico; além de jurisconsulto e poeta, Alão de Morais foi também heraldista.

Prova-o o presente "Compendio das Armas dos Reynos de Portugal & Algarve & das Cidades & Villas principaes delles", em que Alão de Morais trabalhou ao longo da sua vida.
Na sequência da Restauração de 1640, o letrado seiscentista nutriu o projecto de reunir, pela primeira vez em Portugal, um armorial de todas as cidades e vilas do Reino.

Para esse efeito, criou um códice em que começou por exarar um pequeno tratado de armaria, a que deu por título "Introducção Summaria das Regras da Armaria", completado por um breve relance sobre a origem e evolução das armas reais portuguesas. Em seguida, organizou o seu armorial por ordem alfabética, lançando o nome de todas as cidades e vilas existentes no Reino de Portugal, e tratando de descrever as armas usadas por cada uma dessas povoações. Alão de Morais completou a parte escrita com desenhos de muitas destas armas municipais, o que confere um valor acrescido ao seu armorial. 

O códice resultante deste longo e erudito trabalho reveste-se de extraordinária importância para a história da heráldica municipal portuguesa, uma vez que é a mais antiga e completa recolha de armas autárquicas existente no nosso país. Na verdade, só no século XIX se viria a tentar novamente este género de publicação; mas as obras editadas foram, quer no que respeita à sua abrangência, quer quanto ao seu valor heurístico e crítico, muito inferiores ao códice de Alão de Morais.

A presente edição inclui um prefácio de Alessandro Savorelli, especialista europeu em heráldica autárquica, seguido por um estudo introdutório da autoria de Miguel Metelo de Seixas, em que este autor procura explicar as circunstâncias da génese do armorial, as suas fontes e as razões da sua importância. Segue-se a reprodução fac-simile do manuscrito, bem como a sua transcrição integral. No final, um índice remissivo por figura heráldica permite aos estudiosos a rápida identificação das armas. O volume resultante conta com 378 páginas, impressas em papel da melhor qualidade, sendo o volume encadernado em tela. Trata-se, portanto, uma edição de prestígio tanto em termos gráficos como no que concerne à sua relevância histórica.

Obra já disponível para consulta na Sala do Fundo Local da Biblioteca Municipal.

CLUBE DE LEITURA - JUNHO

Ontem, pelas 21h00, decorreu mais uma sessão de Clube de Leitura, desta vez dedicada à obra "O Deus das moscas" de William Golding, vencedor do Prémio Nobel em 1983.

Ao ser publicada em 1954, não teve muito sucesso, no entanto, torna-se  leitura obrigatória no ensino, tendo sido adaptado ao cinema em 1963 e em 1990.

É considerado um clássico da literatura do pós-guerra, ao lado de "A revolução dos bichos" ou "O triunfo dos porcos" e o "Apanhador no campo de centeio".

 "O Senhor das Moscas " é um trabalho de filosofia moral. O cenário da ilha, um paraíso com toda a comida e a água necessários, pode ser visto como uma metáfora para o jardim de Éden. Assim, a primeira aparição do “Bicho” seria o surgimento da serpente, como o mal surge no livro de Genesis.
Um dos principais temas do livro é a natureza do Mal. Isto pode ser claramente visto na conversa que Simon mantém com o crânio do porco, que se refere a si mesmo como “O Senhor das Moscas” (uma tradução literal do nome hebraico de Ba'alzevuv, ou Beelzebub em grego). O nome, enquanto se refere aos enxames de moscas sobre si, claramente refere-se ao personagem bíblico.

Embora todas as personagens sejam crianças, não deixa de ser uma alegoria à nossa sociedade, à sua evolução, à escalada de violência e o instinto de tirania, o fomento de mitos para a manutenção do medo e do domínio sobre o outro.

O racionalidade e o humanismo que também fazem parte do ser humano quase que são esmagados para a sobrevivência na selvajaria.

“O Senhor das Moscas” contém inúmeros temas e simbolismos. Qualquer um dos personagens pode representar diferentes papéis na sociedade.


  • Ralph pode representar a democracia, uma vez que ele é o líder por escolha da maioria e tenta tomar as decisões que sejam melhores para todos.
  • Jack podem representar o fascismo, uma vez que é cruel e tenciona controlar a todos na ilha.
  • Piggy pode representar a ciência, uma vez que ele age de modo lógico e é impopular, mas necessário a longo prazo.
  • O coral de meninos que se transforma no grupo de caçadores representaria o exército: eles fazem o que Jack determina porque é melhor para eles estarem inseridos no grupo do que contra ele.
  • Sam e Eric representariam as pessoas que são impressionáveis, e que tendem a não pensar por si próprias. Em diversas partes do livro, seu comportamento imita o dos cães.
  • O "Bicho" representa a propaganda, causando medo por um inimigo nunca visto e usada para unir os meninos ao redor de Jack.
  • Simon representaria a fé e a religião, por ter visões e revelações místicas. Também poderia ser caracterizado como tendo esquizofrenia.
  • Os óculos representariam a razão e a habilidade de se ver com clareza.
  • A concha representa ordem e democracia na ilha.

Outras interpretações consideram não tanto uma alegoria política, mas uma alegoria social. Esta linha de pensamento indicaria que:
  • Ralph representa o governo, a ordem e a responsabilidade
  • Piggy representa a inteligência e a razão, não importando o quão impopular a verdade possa ser
  • Jack representa a barbárie, o lado negro da humanidade.
  • A concha representa a civilização, e quando Jack a abandona, ele rompe as amarras que o prendem ao mundo moderno.
  • O fogo representa a utilidade, um meio para um fim, o qual, quando usado de modo incorreto, se torna um fim em si mesmo
  • O Senhor das Moscas representa o Mal escondido no coração de todos.

 
 
 
 
 
 

    segunda-feira, 27 de junho de 2016

    INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO FINAL DOS ALUNOS DA UNIVERSIDADE SÉNIOR DO ROTARY CLUB DE S. JOÃO DA MADEIRA

    Na passada sexta-feira, dia 24, pelas 18h30, decorreu a inauguração da Exposição Final dos Alunos da Universidade Sénior do Rotary Club de S. João da Madeira, ano lectivo 2015/2016, na qual marcaram presença muitos autarcas, ex-autarcas, amigos, familiares e admiradores.

    "10 anos de pinturas a não perder, para ver, rever e ir vendo…" é o mote para a comemoração dos 10 anos de existência da Universidade Sénior em S. João da Madeira.

    Muitos parabéns!