segunda-feira, 7 de outubro de 2019

"NEOREALISMO E MUNDIVIDÊNCIA EM "UNHAS NEGRAS" : UMA MEMÓRIA DOS VENCIDOS" POR RAFAEL REGINATO MOURA



A obra "Unhas Negras" do escritor sanjoanense João da Silva Correia foi alvo de uma tese de Mestrado em Literatura na Universidade Federal de Santa Catarina, Brasil, da autoria de Rafael Reginato Moura.

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Neorrealismo e mundividência em "Unhas Negras" : uma memória dos vencidos / 2019 - ( Dissertações )

MOURA, Rafael Reginato. Neorrealismo e mundividência em 'Unhas Negras': uma memória dos vencidos. 2019. 211 p. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2019.
Disponível em: <http://www.bu.ufsc.br/teses/PLIT0781-D.pdf>
Número de chamada: CETD UFSC PLIT 0781
Título - Formas variantes: Neorrealismo e mundividência em Unhas Negras




CETD  UFSC  PLIT  0781  
Autoria principal
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Autor(es) entidade(s)
Título principal
Neorrealismo e mundividência em "Unhas Negras" : uma memória dos vencidos / Rafael Reginato Moura ; orientadora, Patricia Peterle Figueiredo Santurbano, coorientador, Stélio Furlan  
Outros títulos
Neorrealismo e mundividência em Unhas Negras  
Publicação
2019. 
Descrição física
211 p. : il. ; 21 cm  
Notas
Dissertação (mestrado) - Universidade Federal de Santa Catarina, Centro de Comunicação e Expressão, Programa de Pós-Graduação em Literatura, Florianópolis, 2019.
Inclui referências.  
Notas de resumo
Resumo : A presente dissertação visa a des(en)cobrir a história dos operários chapeleiros da cidade portuguesa de São João da Madeira, por intermédio do romance Unhas Negras, publicado em 1953. O seu autor, João da Silva Correia, escreveu durante a Segunda Guerra Mundial palestras contra o nazismo lidas ao vivo pela rádio BBC, de Londres, sob o pseudônimo ?João Ninguém?. Partindo do princípio de se tratar de um romance neorrealista e da hipótese de que o movimento neorrealista português procurou, de maneira peculiar, restituir voz aos emudecidos da história, aos vencidos de que fala Walter Benjamin, ou desvelar o testemunho mudo a que se refere Jacques Rancière, são também analisados o contexto histórico em que viveram esses operários e a própria mundividência de João da Silva Correia, testemunho memorial e ocular da realidade passada de sacrifícios e opressão na indústria chapeleira local, em um tempo de indignidade, exploração brutal, experiência devastada e ausência de direitos. A história particular desses operários nos idos de 1914, conhecidos como ?unhas negras?, faz parte também da história maior do século XX comentada por Susan Buck-Morss, a de um ?mundo de sonho? cuja ?utopia das massas? esfacelou-se sob a catástrofe do ?pesadelo desenvolvimentista?, do progresso e da indústria, ou a da ?distopia econômica? disfarçada de ?democracia? apontada por Alain Badiou.

Abstract : The present research aims to uncover the history of the workers of the Portuguese city of São João da Madeira, through the novel Unhas Negras, published in 1953. Its author, João da Silva Correia, wrote during World War II lectures against Nazism read live on BBC radio in London under the pseudonym "João Ninguém". Based on the principle of being a neorealist novel and the hypothesis that the Portuguese neorealist movement sought, in a peculiar way, to restore voice to the mute of history, to the vanquished of whom Walter Benjamin speaks, or to unveil the mute testimony to which Jacques Rancière refers, we also analyze the historical context in which these workers lived and João da Silva Correia's own worldliness, a memorial and ocular testimony of past reality of sacrifices and oppression in the local plate industry, in a time of indignity, brutal exploration, devastated experience and absence of dignity. The particular history of these workers in 1914, known as "unhas negras", is also part of the larger twentieth-century story commented on by Susan Buck-Morss, that of a "dream world" whose " mass utopia" collapsed under the catastrophe of the "developmental nightmare," of progress and industry, or of the "economic dystopia" disguised as "democracy" by Alain Badiou.  


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