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sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Morreu aos 81 anos Miúcha, uma das musas da bossa nova

 

A cantora e compositora, irmã de Chico Buarque e ex-mulher de João Gilberto, morreu esta quinta-feira no Rio de Janeiro depois de decidir interromper os tratamentos para o cancro do pulmão

A cantora Miúcha morreu esta quinta-feira aos 81 anos depois de uma paragem cardiorrespiratória, conta a “Folha de S. Paulo”. Miúcha, uma das lendas da bossa nova, era irmã de Chico Buarque e ex-mulher de João Gilberto.
A artista deu conta de que venceu a batalha contra um cancro no pulmão há seis meses. Mas, diz o diário brasileiro, a doença voltou e Miúcha terá decidido interromper os tratamentos.

A cantora e compositora pisou os palcos durante mais de quatro décadas e lançou 14 álbuns “quase sempre dedicando-se ao cancioneiro dos maiores compositores da bossa nova: Tom Jobim, João Gilberto e Vinicius de Moraes", diz a "Folha".
“Entre os trabalhos mais marcantes como intérprete”, escreve a Globo, “estão dois discos com Tom Jobim, em 1977 e 1979, e um álbum solo, ‘Miúcha’ em 1989. Em 1977, participou no musical ‘Os Saltimbancos’".
Miúcha, ou Heloisa Maria Buarque de Hollanda, nasceu e morreu no Rio de Janeiro, mas foi em São Paulo, para onde se mudou ainda criança, que começou a cantar. 

 

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

DE PASSAGEM... PELA BOSSA NOVA

Está patente, entre 15 e 31 de Janeiro, na recepção da Biblioteca e pretende divulgar o espólio documental existente, a propósito da efeméride dos 50 anos da Bossa Nova, movimento musical que gerou uma verdadeira revolução cultural.
Já nos anos 30, surgiam talentos musicais que improvisavam paragens súbitas na música para falar.
Mais tarde, devido a influências do pós-guerra, do americano Stan Kenton, do impressionismo de Debussy, Ravel, Cool Jazz, etc., surge um movimento cultural e musical no fim dos anos 50, no Rio de Janeiro, entre a elite intelectual, em que se cantava e tocava samba, revelador de um inconformismo com o formato musical da época.
Surge na sequência de uma necessidade dos brasileiros se libertarem da supremacia política e financeira que os EUA tentaram exercer sobre o Brasil.
Foi dentro desse mesmo espírito que os rapazes dos apartamentos de Copacabana, cansados da importação pura e simples da música norte-americana, resolveram também montar no Brasil um novo tipo de samba envolvendo procedimentos da música clássica e do jazz, e vocalizações colhidas na interpretação jazística de cantores como Ella Fitzgerald, ao mesmo tempo que intelectualizavam as letras, o que explicaria o sucesso de parceiros cultos como o poeta Vinicius de Moraes.
Surgem cantores com jeito suave e minimalista, como João Gilberto, Vinicius de Morais, António Carlos Jobim e muitos outros.
Fontes: TINHORÃO, José Ramos - História social da Música Popular Brasileira. Lisboa: Caminho, 1990