sábado, 4 de maio de 2013

Feira Internacional do Livro de Bogotá

Na Feira Internacional do Livro de Bogotá venderam-se mais de 10 mil livros de autores portugueses

José Saramago foi o autor mais vendido na livraria do Pavilhão de Portugal, país convidado da Feira Internacional do Livro de Bogotá, que terminou quarta-feira, seguido de Fernando Pessoa e Afonso Cruz.

 
A Feira Internacional do Livro de Bogotá (FILBo), que teve Portugal como convidado de honra, fechou portas, na quarta-feira, com mais 18 mil visitantes do que em 2012. Ao longo dos 14 dias do evento passaram pela FILBo 433 mil pessoas, mais 18 mil do que na edição anterior, altura em que o evento atraiu 415 mil visitantes, indicou a organização.
Só na Noite dos Livros, na passada sexta-feira, dia em que a feira promoveu entradas gratuitas entre as 18h e as 22h, passaram pelo pavilhão de Portugal 60 mil visitantes.
Na livraria do Pavilhão de Portugal, que tinha disponíveis para venda 20.000 exemplares (15 mil em língua portuguesa e 5 mil em língua espanhola), venderam-se mais de 10.500 livros de autores portugueses. O Brasil, país convidado do ano passado, tinha ficado nos 8 mil exemplares de livros vendidos. “Portugal bateu todos os recordes de vendas nos 26 anos de FILBo”, divulgou em comunicado a organização.
Entre os autores mais vendidos naquela livraria está em primeiro lugar o prémio Nobel da Literatura portuguesa, José Saramago, seguido de Fernando Pessoa, de Afonso Cruz e do catálogo da exposição de ilustração Como as Cerejas (que podia ser vista no espaço do Pavilhão de Portugal).


sexta-feira, 3 de maio de 2013

EXPOSIÇÃO DE PINTURA "FILOSOFIA E ARTE"




"Temos que perdoar aos que se atrevem a falar de pintura"
                                                          Paul Valéry

Há um rosto do outro lado. Mesmo que não se veja. Um rosto que te olha, por vezes. Que outras vezes se olha . Talvez sejam os teus olhos que te olham. Ou se olham. O pincel não deixou escapar nem um breve reflexo nesses olhos. É um rosto sereno o rosto que te olha (que se olha), mas essa serenidade é aquela que costuma preceder os tremores de terra mais devastadores. À superfície dos escombros ficam laços, cartas de amor, pequenas frases soltas, nuvens , relógios, flores secas...
Jorge Sousa Braga


Isabel Silva Lima, natural de S. João da Madeira, possui bacharelato em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto.
Desde cedo demonstrou interesse e aptidão para a Arte, tendo, ao longo dos anos, desenvolvido novas técnicas, refinando e firmando a sua vocação.
Frequentou o “Curso Livre de Cerâmica” sob a orientação do ceramista João Carqueijeiro.
Tem participado em diversas exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Actualmente vive e trabalha no Porto.


NOVIDADES NA BIBLIOTECA




DE PASSAGEM... PELA VIDA



Entre 02 e 31 Maio e para assinalar o dia 22 de Maio, Dia Internacional da Diversidade Biológica, a exposição bibliográfica, patente na receção da Biblioteca, dará a conhecer documentos sobre a fauna, flora, parques naturais e sobre o milagre da vida, que perante todos os fenómenos destrutivos teima em vingar.



quarta-feira, 1 de maio de 2013

DISTINÇÃO "MULHERES CRIADORAS DA CULTURA"


No passado dia 8 de abril, a bailarina Anna Mascolo, a actriz e encenadora Germana Tânger, a arquitecta Inês Lobo, a artista plástica Joana Vasconcelos e a maestrina Joana Carneiro receberam a distinção “Mulheres Criadoras de Cultura” numa cerimónia a presidida pelo secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier, no Antigo Refeitório do Mosteiro dos Jerónimos, com a presidente da Comissão para a Cidadania e a Igualdade de Género (CCIG), Fátima Duarte. 

A Secretaria de Estado da Cultura (SEC) anunciou por comunicado tanto a criação da dintinção como o nome das distinguidas. Segundo esse comunicado, o reconhecimento das galardoadas "baseia-se em três critérios principais: relevância/ coerência da obra, inovação e carácter pioneiro da actividade artística e impacto social e cultural da obra produzida".

Apesar de referir que se trata de uma atribuição conjunta da SEC e da CCIG, o comunicado não esclarece qual o processo de escolha das distinguidas nem qual a periodicidade da distinção. Em cinco breves textos, explica apenas o motivo da escolha de cada distinguida.

A bailarina e pedagoga Anna Mascolo surge descrita como uma "personalidade forte, com uma carreira invulgar": "Distinguiu-se como intérprete e soube depois trazer para o ensino a essência e a excelência da sua arte transmitindo-a a gerações de bailarinos. [...] No domínio da formação, em particular, tem uma acção pioneira em Portugal ao fundar, em 1958, a Estúdio-Escola de Dança Clássica de Anna Mascolo."

Já a actriz e encenadora Germana Tânger "distingue-se na 'arte de dizer'” bem como pelo seu papel como "divulgadora de poesia, arte ao serviço da qual percorreu Portugal inteiro e muitos outros países".

Joana Carneiro, maestrina convidada da Orquestra Gulbenkian e directora musical da Sinfónica de Berkeley, tem-se destacado "brilhantemente numa profissão onde escasseia a representação feminina". Exactamente como a arquitecta e professora Inês Lobo, "que desde jovem se apresenta com uma assinatura firme e com projeção internacional [...] num meio ainda predominantemente masculino".

À frente de uma "carreira fulgurante", Joana Vasconcelos, que foi, recorda o comunicado, a primeira mulher a expor no âmbito do programa de arte contemporânea do Palácio de Versalhes, é distinguida por uma "obra de projeção global, e pela visibilidade que traz à condição da mulher".