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terça-feira, 15 de dezembro de 2020

JOHN LE CARRÉ (1931-2020) - a sua última viagem

A Biblioteca Municipal já tem disponível na sua vitrine de destaques todo o n/ acervo documental do escritor e agente secreto britânico John Le Carré (1931-2020) que transformou o romance de espionagem numa arte literária.

Em 1964 recebeu o Prémio Somerset Maugham e em 1977, o James Tait Black Memorial Prize.

Em 1998, recebeu o título de Doutor em Letras honoris causa da Universidade de Bath. Em 2008, o The Times classificou-o no 22.º lugar em sua lista de "Os 50 maiores escritores britânicos desde 1945". Em 2011, recebeu a Medalha Goethe do Instituto Goethe e 2012, foi premiado com o grau de Doutor em Letras, honoris causa pela Universidade de Oxford. A sua obra-prima é “O espião que saiu do frio” publicado em 1963.

Muitos dos seus romances foram adaptados para cinema, o que o terá contribuído para uma maior popularidade. Os romances mais conhecidos são em contexto da Guerra Fria, não deixando de modernizar as temáticas que serviam como pano de fundo aos seus romances, assim, introduziu na sua obra temas como o terrorismo islâmico, a problemática causada pelo desmembramento da União Soviética, a política dos EUA no Panamá e as manobras obscuras da indústria farmacêutica no continente africano. 




 

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

CLUBE DE LEITURA - NOVEMBRO

Na passada 5ª feira, pelas 21h00, decorreu a sessão de novembro do Clube de Leitura que se debruçou sobre a obra “Um Espião Perfeito” de John Le Carré.

As mais de 600 páginas e a baixa temperatura dessa noite causaram algumas ausências, é verdade,  mas não impediram a habitual boa disposição durante a partilha das impressões que o livro deixou  nos participantes.

O romance mais autobiográfico de John Le Carré decorre no período da Guerra Fria, atravessando a vida do espião “Magnus Pym” até ao fim, num estilo conservador mas bastante complexo dado o tempo e espaço diegéticos, a alternância constante de narrador e uma complexa rede de personagens e nomes de código que, graças a “Jack Brotherhood”,  vamos associando na ânsia de identificar as “toupeiras”.

Para além do que já foi publicado, no blogue sobre este  “acerto de contas”, o que incomoda no livro é o retrato que o autor nos dá da fragilidade do trabalho das agências de informação da época (e de hoje?), da promiscuidade entre os poderes em presença – religião, política, indústria e governos ­–  cujas decisões tão perto nos deixaram de catástrofes nucleares iminentes. 

Para terminar, apelando ao “espião” que há em todos nós, talvez fosse interessante revisitar aquele período da nossa história e resolver as dúvidas que ainda permanecem.

Boas leituras!